Tratamentos cirúrgicos da estenose e do anel traqueal completo
Procedimentos Endoscópicos
São equipamentos especiais chamados broncoscópios rígidos e de broncoscópios flexíveis. Esses são colocados através da boca até atingir a área comprometida. Utilizando-os podemos fazer desde dilatações da área estenosada até a colocação de stents / moldes/ próteses na traquéia, ressecção da área com estenose com uso de cautério, laser ou ultracision.
Dilatação com balão ou com dilatadores rígidos nas estenoses da traquéia
Alguns tipos de estenose podem ser tratadas com dilatação e obterem bons resultados. Estatisticamente falando menos de 15 % das estenoses terão benefício com esse tipo de tratamento. Para se saber que tipo deve ser tratado com dilação com uso de balão ou com dilatadores rígidos temos que ver o filme do exame de laringobroncoscopia e identificar o tamanho, extensão e o tipo de formação de cada estenose.
Cirurgias nas estenoses e no anel traqueal completo
na estenose traqueal: as cirurgias são realizadas através de incisão na região cervical ou na torácica (dependendo onde se encontra a doença). É indicada para muitas das estenoses benignas e malignas da traquéia. Mais de 95% das pessoas operadas com técnicas adequadas terão sua doença solucionada e não necessitarão usar nenhuma cânula de traqueostomia, nem de próteses / stents. nos anéis traqueais completos: dependendo da extensão da doença a cirurgia deverá ser com incisão através do esterno ou com toracotomia direita, algumas vezes haverá necessidade de se fazer circulação extracorpórea.
A principal ideia cirúrgica é realizar uma ressecção (retirada) do tecido estenosado e a substituição por tecido traqueal sadio. Mas como a traqueia de um adulto tem em média de 12 a 16 centímetros de comprimento, muitas vezes haverá dificuldades em ser ressecada toda a área comprometida.
Nas cirurgias dessa região o cirurgião deve lançar mão de algumas táticas como: rebaixamento laríngeo, liberação do hilo pulmonar uni ou bilateral, liberação da região anterior da traqueia e dos brônquios, liberação do ligamento pulmonar, etc. Essas táticas permitirão que seja ressecada e substituída mais de 80% da traqueia comprometida.