Estenose da Traqueia e Anel Completo traqueal

A estenose é a obstrução da região interna da traqueia e pode ser congênita (aparece já ao nascimento) ou adquirida (geralmente após a pessoa ter sido intubada). Anel completo traqueal é uma alteração congênita onde os anéis ao invés de serem parte cartilaginosos e parte musculares são formados exclusivamente por cartilagem e tem o diâmetro menor do que deveria. devido a isso ocorre uma dificuldade em passar o ar nessa região.  

Especializado no tratamento das vias aéreas (estenose / malácia traqueal congênita e adquiridas, trauma traqueal, traqueomalácia), desde 1991, já efetuou milhares de intervenções em recém nascidos, crianças e em adultos.

Tipos de estenoses da traqueia

Estenoses adquiridas

São aquelas que ocorrem em pessoas (recém nascidos, criança e em adultos) que foram intubadas ou que foram submetidas a uma traqueostomia. Quando a pessoa é colocada em ventilação artificial, haverá necessidade de se colocar um tubo na via aérea (intubação) para ser conectado a máquinas que farão a respiração. Esta intubação pode ser feita através do nariz, boca ou na região cervical (traqueostomia). Esses tubos, posicionados dentro da laringe e traqueia, muitas vezes irão gerar um processo cicatricial na região interna podendo evoluir para uma estenose (fechamento da luz – orifício interno). As estenoses também podem ocorrer após a pessoa ter sofrido um traumatismo da região cervical (pescoço) ou torácica. Também ocorre em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de regiões vizinhas como: tumor de pulmão, tumor de esôfago, tumor do mediastino, etc. Ou em pessoas que foram submetidas a qualquer cirurgia nas regiões da região cervical ou torácica (lesões malignas ou benignas da laringe, tireoide, esôfago, cirurgias cardíacas e tumores do tórax). Elas são classificadas conforme a sua localização (traqueia superior, média ou inferior) e conforme o grau de obstrução de sua luz.

Grau I – Desde normal até 50% de obstrução.
Grau I – Desde normal até 50% de obstrução.
Grau II – De 51% a 70% de obstrução.
Grau II – De 51% a 70% de obstrução.
Grau III – De 71% a 99% de obstrução.
Grau III – De 71% a 99% de obstrução.
Grau IV – Sem luz.
Grau IV – Sem luz.

Estenose congênita / Anel completo traqueal

O Dr. Malucelli nesses 31 anos de profissão já se deparou com quase todos os tipos de estenoses congênitas e as tratou ou com procedimentos cirúrgicos complexos ou mais recentemente (casos muito selecionados) com, dilatação, colocação de stents, moldes, endopróteses traqueais. Essas estenoses / anéis completos traqueais são encontradas já ao nascimento e muitas vezes estão associadas a: malácias (traqueomalácias), a  alterações cardíacas ou dos vasos cardíacos, ou com tumores benignos ou cistos do mediastino. O recém nascido apresenta dificuldade respiratória, retenção de Co2, fadiga devido a força que necessita para conseguir respirar e quase sempre acabam necessitando respiração mecânica (artificial)ou serem submetidos a uma traqueostomia. Abaixo demonstramos alguns tipos.

Estenose traqueal congênita tubular segmentar.
Estenose traqueal congênita tubular segmentar.
Estenose traqueal congênita tubular larga.
Estenose traqueal congênita tubular larga.
Estenose traqueal congênita em embudo.
Estenose traqueal congênita em embudo.
estenose da traqueia congênita em embudo + brônquio traqueal.
Estenose traqueal congênita em embudo + brônquio traqueal.
estenose da traqueia congênita em embudo com agenesia do brônquio principal.
Estenose traqueal congênita em embudo com agenesia do brônquio principal.

Sintomas nas estenoses e no anel completo traqueal

– Dificuldade para respirar (soltar e puxar o ar), folego curto – Barulho/chiado na garganta ( e que não é asma) – Tosse (com ou sem secreção) – Alteração na voz ** sempre que uma pessoa / criança foi submetida: a uma intubação (ficou em um respirador – ventilação mecânica), a uma cirurgia cervical ou a uma traqueostomia o médico DEVE pensar que pode estar ocorrendo uma estenose traqueal.

Diagnóstico

Muitas vezes, os médicos suspeitam de outras doenças mais comuns, como asma e bronquite, diante desses sintomas. O melhor procedimento para dar o diagnóstico preciso de uma estenose e de uma malácia da traqueia é a endoscopia respiratória (laringotraqueobroncoscopia). A angio-tomografia com remontagem 3D também pode ser muito útil e sempre que for possível deve ser realizada.  

Quais os tratamentos?

Eu, Dr Malucelli nos últimos 31 anos realizei todos os tipos de tratamentos disponíveis para essas patologias e que são: dilatação traqueal com balão ou com instrumentais rígidos, colocação de stents / moldes na traquéia e nos brônquios, realização de procedimentos com endoscópios rígidos e flexíveis, cirurgias por vídeo ou abertas com esternotomia ou com toracotomia (geralmente para tratar anel traqueal completo  e estenoses da metade e da região inferior da traqueia).

Tratamentos da estenose e do anel completo da Traquéia

Quase sempre haverá necessidade de algum tipo de tratamento intervencionista que pode ser desde uma dilataçao ou a colocação de um stent / molde / prótese  ou a necessidade de cirurgia por vídeo ou aberta.

Outros tratamentos

Veja outros tratamentos possíveis para a estenose da traqueia, como o uso de prótese internas “stents”, dilatação das estenoses, reoperações em estenoses da traqueia e tratamentos na Urgência/Emergência.

Como ocorre a estenose adquirida da traqueia?

Em recém-nascidos a estenose da traqueia pode ser congênita / genética e ocorrer já ao nascimento causando uma dificuldade respiratória onde geralmente haverá necessidade de intubação (colocação de um tubo através do nariz ou da boca até a traqueia) e a necessidade de colocação em uma máquina de respiração artificial. Nessa idade sempre devemos pensar que a estenose geralmente não será da região traqueal, mas sim da região laríngea (devemos excluir esse diagnóstico). Em recém-nascidos, crianças e em adultos a estenose de traqueia quase sempre ocorre após ela ser intubada. Quando a pessoa é colocada em ventilação artificial, haverá necessidade de se colocar um tubo na via aérea para ser conectado a máquinas que farão a respiração. Esta intubação pode ser feita através do nariz, boca ou na região cervical (traqueostomia ou cricostomia). Esses tubos, posicionados dentro da laringe e traqueia, muitas vezes irão gerar um processo cicatricial na região interna da traqueia e podendo evoluir para uma estenose (fechamento da luz – orifício interno).

Visão endoscópica de um tumor gerando uma obstrução da luz da traqueia (simula os sintomas que ocorrem em estenoses benignas dessa região).
Visão endoscópica de um tumor gerando uma obstrução da luz da traqueia (simula os sintomas que ocorrem em estenoses benignas dessa região).
Visão endoscópica da traqueia com estenose circunferencial Grau III.
Visão endoscópica da traqueia com estenose circunferencial Grau III.
Traqueia com uma cânula de traqueostomia em seu interior. As linhas demonstram o local mais comum que pode ocorrer lesão na traqueal em decorrência da presença da cânula e gerar uma estenose.
Traqueia com uma cânula de traqueostomia em seu interior. As linhas demonstram o local mais comum que pode ocorrer lesão na traqueal em decorrência da presença da cânula e gerar uma estenose.

As estenoses podem ocorrer após a pessoa ter sofrido um traumatismo da região cervical (pescoço) ou torácica. Também ocorre em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de regiões vizinhas como: tumor de pulmão, tumor de esôfago, tumor do mediastino, etc. Ou em pessoas que foram submetidas a qualquer cirurgia dessas regiões da região cervical ou torácica (lesões malignas ou benignas da laringe, tireoide, esôfago e cirurgias cardíacas tumores do tórax). Quando ocorrem paralisias das pregas vocais em abdução ou em adução os sintomas podem simular (confundir) com uma estenose da traqueia.